sábado, 22 de agosto de 2009

Anos de civilização, e ainda assim...

A criatividade continua a ser reprimida. Até quando? Quanto tempo levará para que as sociedades se dêem conta de que sempre há maneiras inesperadas de evolução? Além de todas as metas que impomos a nós mesmos, como por exemplo, extinguir a fome no planeta (o que ainda acontece e se torna cada dia mais vergonhoso), ainda existe evoluções que nós mesmos desconhecemos, e é fundamental que tenhamos a humildade de percebê-las e aceitá-las quando forem descobertas.

Sempre há algo mais para se aprender. Conhecemos pouco, mas o suficiente para saber que o universo é grande demais para a concepção humana, e ainda assim nos sentimos muitas vezes no direito de achar que não há verdade superior à que acreditamos... mas não é muito contraditório?

Para chegarmos onde estamos, na maneira como vivemos, para que uma garota possa escrever um texto em uma tela, apagá-lo e refazê-lo quantas vezes quiser com dois botões, publicá-lo para que, em questão de segundos, milhões de pessoas possam ter acesso a ele... Por quantas revoluções não passamos? Quantos sonhadores não foram chamados de loucos ao menos cinco vezes antes de se provarem gênios?

Mesmo o homem mais brilhante e mais ousado de tempos antigos, se soubesse o que acontece no mundo no ano de 2009, acharia que era invenção, fantasia. E não é preciso voltar muito no tempo, o mundo produz conhecimento numa escala cada vez maior, novas idéias de dois anos atrás já se tornaram obsoletas. E ainda assim, continuam se achando no direito de decidir o que é normal e o que não é, o que é válido e o que é perda de tempo, simplesmente por preguiça de entender ou por medo do que é novo. (Tantos erros que repetimos há milhares de anos e cometemos mais uma vez, sem prestar atenção!)

Existem os desafios que conhecemos e almejamos. Eles são excitantes, inspiradores, maravilhosos!

Imagine então os desafios que de tão grandes nós ainda desconhecemos.

Imagine o ser humano que, já capaz de povoar Marte, olhará pela janela a imensidão e pensará: “E agora? Para onde vamos?”

2 comentários:

  1. Então tente imaginar como vamos ser fodidas daqui uns 10, 20, 30 ou 50 anos?
    não consegue não é? ahh querida, isso é porque deve parecer fantasia pra gente agora ( pra mim ao menos com certeza parece muito distante) mas vamos ver e rir do que dizemos agora, como já fazemos!

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  2. eu prefiro ser uma metamorfose ambulante! ótimo texto. parabéns!

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