domingo, 31 de janeiro de 2010
Tava pensando
Foi aí que eu cheguei às raízes fortes e doloridas da depilação com cera, da academia e dos truques de maquiagem. Tempo e dinheiro e dor e por um danado de um paradoxo social. Vai entender.
Sexo fraco é o senhor seu saco.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Qualquer coisa sobre a passagem dos anos
O fato é que esse ano é diferente, é tudo muito novo outra vez. E eu ainda nem sei o que vai ser, porque a resposta vem no dia quatro. Mas seja como for, eu espero trazer bons rumos pra essa página em 2010. falar coisas de utilidade pública, ou pelo menos de utilidade, qualquer que seja.
Vamos treinar fazer das sensações palavras, como diria Fernanda Pompeu. A moça é demais.
E como disse a Angélica, eu queria mesmo que o ano fosse feito só de dezembro e janeiro. A gente percebe a leveza e alto astral no ar. A gente percebe todo mundo tocando o foda-se.
Acho que aqui em Sampa é mais perceptível ainda, porque o ritmo doido faz a gente chegar em outubro querendo jogar a toalha, cansados e automatizados na rotina. Mas aí vem dezembro, e tudo desacelera um pouco. Mesmo se você não estiver de férias. O metrô já é menos tumultuado. E você pode passear numa terça à tarde e perceber que os bares já estão lotados, o Charme da Paulista tá descendo muita cerveja, e todos os rolês estão lotados numa quarta à noite.
Se puder, fique longe da 25 de março e de shoppings. Faça compras em Janeiro, época de liquidação. Acredite no poder de transformação do bom humor e da gentileza, não se estresse à toa.
Porque o trânsito piora, principalmente se você vai descer a serra. Mas se você não estiver assim tão cansado, vai ser mais fácil passar as sete horas de uma viagem que seria feita em duas. Supersticioso ou não, com ou sem as sete ondinhas vestido de branco depois de comer lentilha, todo mundo respira fundo e torce pra que o ano que chega esteja trazendo coisas muito boas, e que consiga largar aqueles hábitos pouco saudáveis, e que aquela promoção venha, e que aquela pessoa apareça, e que menos aviões caiam, e que o hexa venha esse ano, e que o Brasil saiba exercer sua cidadania votando com inteligência....e metade dos pedidos serão esquecidos até a metade do ano. Por isso, não faz mal querer muita coisa.
Janeiropassanumpiscardeolhos, e tudo vai começar de novo. E melhor, muito melhor. Cansativo e cheio de filas, com obrigações e sem décimo terceiro. É. Mas melhor que o anterior, se você assim o quiser. E cheio de coisas a aprender, e um ano é muito pra amadurecer.
Aproveite as lições que a vida de 2010 vai colocar no seu caminho. Se chegar em dezembro cansado e mais sábio, esgotado e mais maduro, estressado e com uma nova conquista, considere-se sortudo. São doze meses e milhões de barreiras a serem vencidas, uma de cada vez.
Esses dias matei uma barata pela primera vez. Pra mim foi uma grande superação. Metade do caminho pra perder o medo. E olha que janeiro ainda nem acabou!
Esperando mais de baratas a serem enfrentadas e textos a serem lidos por mais de cinco pessoas em 2010. A todos nós, muito boa sorte!
sábado, 22 de agosto de 2009
“os homens valentes têm uma estrela no lugar do coração”
Vai parecer difícil pra você acreditar, talvez, mas tem gente que insiste em optar pela alegria ao invés do remorso. Ao mesmo tempo em que algumas garotas e garotos enxergam somente os problemas e esquecem de toda a beleza ao seu redor e de todas as possibilidades ao seu alcance, outras garotas e outros garotos lhes têm as chances muito distantes e boa parte da beleza negada. E ainda assim sorriem.
É difícil ter muita sede e fome de tudo, inclusive de carinho, que faz um puta dum buraco no peito, e não saber nem o que é que está faltando porque nunca teve, e não saber nem que a angústia de todo dia é por conta desse buraco, que de tanto tempo buraco vazio, já virou parte da pessoa. E aí qualquer coisa serve pra tentar encher. E ódio é uma coisa muito fácil de conseguir por aí, se não tomar cuidado. Ódio e vontade de culpar alguém, porque no fundo ninguém pode fugir da culpa. Eles têm e eu não, eles são os culpados! É o Sem-Pernas, que já de tão machucado desacreditou que alguém ia mesmo gostar dele. Que nos seus sonhos só via o mesmo ódio que via acordado.
Mas têm alguns, e são poucos, que apanham e levantam e apanham de novo, mas têm alguma coisa que os faz acreditar que existe algo que não dor e raiva no mundo, e eles sabem por que existe em algum lugar dentro deles. E são poucos mesmo, por que não é nem um pouco fácil apanhar tanto, ouvir tanto que não se é nada, e ainda assim acreditar que, além de ser alguma coisa, ainda pode ousar ser uma coisa boa. Não sei se eu conseguiria. Que nem Pedro Bala, que fez muita coisa errada mesmo sem saber que era errada e viu muita coisa errada, e não achava aquilo normal, e tinha fome muitas vontades insaciadas, mas andava pelas ruas e olhava o cais de cima da ladeira e não podia conter o sorriso e a felicidade de ser um menino livre na cidade da Bahia. Depois ele descobriu até que podia ter vontade de mudar o mundo, que podia, além de sorrir, provocar um ou dois sorrisos.
Eu sei que os Capitães da Areia são personagens (muito bem) criados por Jorge Amado. Mas tenho a certeza absoluta que existem Pedros Bala, e muitos Sem-Pernas em Salvador,
Tem tanta dor aí fora que, por mais que eu tente, não consigo de jeito nenhum imaginar como é sentir. Como é ter nove anos e assistir a morte dos seus pais, depois ser treinado pra lutar contra o seu povo. E como ainda sobrevive. E, se sobrevivem, se são tantos, é quase impossível acreditar que em nenhum exista uma luz. Ainda que fraca, ainda que sozinha, mas ainda resta amor.
Que seja em um só coração, mas em algum lugar se esconde esperança.
Anos de civilização, e ainda assim...
A criatividade continua a ser reprimida. Até quando? Quanto tempo levará para que as sociedades se dêem conta de que sempre há maneiras inesperadas de evolução? Além de todas as metas que impomos a nós mesmos, como por exemplo, extinguir a fome no planeta (o que ainda acontece e se torna cada dia mais vergonhoso), ainda existe evoluções que nós mesmos desconhecemos, e é fundamental que tenhamos a humildade de percebê-las e aceitá-las quando forem descobertas.
Sempre há algo mais para se aprender. Conhecemos pouco, mas o suficiente para saber que o universo é grande demais para a concepção humana, e ainda assim nos sentimos muitas vezes no direito de achar que não há verdade superior à que acreditamos... mas não é muito contraditório?
Para chegarmos onde estamos, na maneira como vivemos, para que uma garota possa escrever um texto em uma tela, apagá-lo e refazê-lo quantas vezes quiser com dois botões, publicá-lo para que, em questão de segundos, milhões de pessoas possam ter acesso a ele... Por quantas revoluções não passamos? Quantos sonhadores não foram chamados de loucos ao menos cinco vezes antes de se provarem gênios?
Mesmo o homem mais brilhante e mais ousado de tempos antigos, se soubesse o que acontece no mundo no ano de 2009, acharia que era invenção, fantasia. E não é preciso voltar muito no tempo, o mundo produz conhecimento numa escala cada vez maior, novas idéias de dois anos atrás já se tornaram obsoletas. E ainda assim, continuam se achando no direito de decidir o que é normal e o que não é, o que é válido e o que é perda de tempo, simplesmente por preguiça de entender ou por medo do que é novo. (Tantos erros que repetimos há milhares de anos e cometemos mais uma vez, sem prestar atenção!)
Existem os desafios que conhecemos e almejamos. Eles são excitantes, inspiradores, maravilhosos!
Imagine então os desafios que de tão grandes nós ainda desconhecemos.
Imagine o ser humano que, já capaz de povoar Marte, olhará pela janela a imensidão e pensará: “E agora? Para onde vamos?”
sábado, 1 de agosto de 2009
Chance
terça-feira, 21 de julho de 2009
Well...
sometimes I think that you're avoiding me
I'm okay alone, but you've got something I need
Well, I got a brand new pair of roller skates
You got a brand new key
I think that we should get together and try them out to see
You got something for me
Oh! I got a brand new pair of roller skates
You got a brand new key
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Às vezes fica tão óbvio...
Ainda bem que algumas coisas são exatamente como elas são!